A Expressão Transmontana em Trusses.

5 Expressões transmontanas que ouvimos em Trás-Os-Montes, pois claro

5 expressões transmontanas Trás-Os-Montes Palavras
Tenho vindo a escrever sobre palavras que ouvimos em Trás-Os-Montes, mas a verdade é que (não estivéssemos nós em Portugal, que tem expressões para tudo) o que não nos faltam é expressões transmontanas ou expressões que ouvimos regularmente na nossa região.

A verdade é que, mais difícil do que lembrar-me das palavras, é lembrar-me das expressões. Estão tão entranhadas na nossa linguagem corrente que uma pessoa nem “dá fé” que as está a dizer. Vamos lá então começar.

Botar Corpo
É usual ouvirmos isto em tom de gozo, principalmente a quem já tem um lombo bem largo. Mas como os transmontanos só são felizes a comer, botar corpo não é problema – que é o mesmo que dizer “estás a crescer”.

Assim c’mássim
É quase a mesma coisa que dizer “assim sendo…”, “desta forma…” ou então, pode ser aplicada em casos como “vou lavar a roupa, c’mássim” – ou seja, quase numa perspectiva de dever, de lá terá de ser.
É algo que, em boa verdade, pouco ou nada acrescenta à faladura. É um caso muito parecido ao inútil “Ele é…”. Transmontano come e bebe bem, por isso tem muita saliva para gastar inutilmente. Que bonito é.

Correr o cão
Sempre que ouvi, principalmente as mães, a dizer esta expressão, estavam inclinadas para o chinelo + sermão, porque os filhos andaram na vadiagem. Sei que se aplica noutras situações, mas esta parece-me a melhor.

Sair à cepa
É das melhores expressões transmontanas. Certamente se conhecem esta expressão, terá sido através de uma mãe. Faz também parte do grupo de expressões que podem ser acompanhadas do chinelo na mão. Sair à cepa é sair aos seus. No entanto, a cepa não é coisa boa.

Meu amigo (foi o que foi)
Dizer “Meu amigo” numa frase (geralmente no início) é como querer dizer “não há nada a fazer quanto a isso”, ou “melhor do que nada”. Por exemplo, a seguinte frase, “Eu até queria muito ir à praia mas, meu amigo, não dá”.
Normalmente diz-se “mô’migo”. Também ocorre nos seguintes casos “Ah, meu amigo, bem bom” (quando algo corre relativamente bem, mas não de uma forma incrível. “Meu amigo” nunca é algo que se adapte a uma situação fantástica. Ao nível de expressões transmontanas, está seguramente num dos tops.

Camaradas, se ainda não seguem a nossa página de instagram, não sei do que estão à espera. Vamos lá!

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Luísa Apancada
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