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25 Expressões Portuguesas que dizemos naturalmente

25 expressões portuguesas - Transmontanitos
Como boas e bons portuguesas e portugueses que somos, usamos quase diariamente expressões na nossa comunicação. O curioso é que raramente paramos para pensar de onde e como é que estas expressões surgiram e o que significam. Ou pensamos?

Este artigo, contrariamente aos outros, fala de expressões portuguesas que são transversais a todo o país, e não apenas em relação a Trás-Os-Montes. De qualquer forma, deixo aqui a dica para lerem os nossos artigos sobre palavras e expressões que ouvimos por terras transmontanas.

Puxar a brasa à nossa sardinha

É a mesma coisa que dizer “estou a zelar por mim e pelos meus”. Quando temos oportunidade, tentamos ser nós os principais beneficia dos. Pois claro. Roma e Pavia não se fizeram num dia.

Pentear macacos

Quando queremos mandar alguém ir dar uma volta e chatear outro, usamos esta expressão. É também uma forma mais branda de dizer outras coisas piores.

Nem que a vaca tussa

De jeito maneira ou de jeito nenhum. Isso não vai acontecer nem que a vaca tussa. Fácil de perceber.

Dar a volta ao bilhar grande

Outra bela forma de mandar alguém “à fava” (aqui está outra) sem ser muito mal educado. Não que se precise de ser educado, mas às vezes dá jeito.

Sabe mais do que a Amália

O chico-espertismo ou então só pura esperteza ou velhaquice. A Amália devia saber umas coisas, pois claro. Embora a expressão não seja muito conhecida, a verdade é que faz parte do nosso belo português.

Não é grande espingarda

Não é grande coisa, não presta, não vale muito.

Ficar em águas de bacalhau

Nem ata nem desata. Usamos quando algo fica em suspenso. Por exemplo, uma proposta para aumentar o salário mínimo para 900 paus…mas ficou em águas de bacalhau.

Chatear o Camões

É a mesma coisa do que ir pentear macacos. Talvez seja mais fácil esta última, fácil e possível.

Não é pêra doce

Quando alguma coisa não é fácil ou é mais dolorosa e pouco mansa, não é pêra doce.

É do arco da velha

Uma coisa do arco da velha é certamente uma antiguidade. Só por dizer isto já se sente o pó a levantar. Uma das expressões portuguesas mais usadas, certamente.

É do tempo do arroz do quinze

Mais outra bela lembrança de um tempo passado. Outra forma de se falar de algo antigo. O arroz de quinze já tem umas belas décadas.

Como as obras de Santa Engrácia

Foram precisos quase 400 anos de obras, para o agora Panteão Nacional estar erguido. Então quando dizemos esta expressão, queremos dizer que algo vai demorar muito a ser feito.

À grande e à francesa

A excentricidade francesa, que data já alguns séculos, não passou despercebida na nossa língua. Então quando vemos ou executamos algo de forma megalómana, é à grande é à francesa.

Muitos anos a virar frangos

Virar frangos é sinal de trabalho rotineiro, mas que dá conhecimento profundo e exemplar da uma técnica. Portanto, quando dizemos isto é porque somos muito experientes a fazer algo e sabemos fazê-lo como ninguém.

Feito barata tonta

Andar um bocado ao acaso, sem saber para onde ir. Normalmente acontece quando tens um copo a mais.

Ficou ali como um burro a olhar para um palácio

Bem, acredito que o burro não tenha muito interesse na contemplação de um palácio, portanto talvez fosse ficar só confuso se o pusessem à frente de um.

À sombra da bananeira

Estar descansado ou demasiado relaxado. Ouve-se tantas vezes esta expressão vinda dos professores. “Não penses que por tirares 5 no primeiro período que agora podes deitar-te à sombra da bananeira”.

Acordou com os pés de fora

Quando, principalmente logo pela manhã, temos de encarar alguém com uma má disposição gritante, é porque “acordou com os pés de fora”.

Dor de Corno

Nada mais, nada menos do que: inveja.

A pensar morreu um burro

Outra que se ouve nas escolas (para trauma de muita gente). Quando se demora muito tempo a responder a uma pergunta porque, naturalmente, se está a pensar na resposta, lá vem esta expressão magnífica.

Gato escaldado, de água fria tem medo

Ou uma outra forma de dizer que depois de algo negativo acontecer, tudo assusta.

De pequenino se torce o pepino

Isto para dizer que a canalha tem de começar a aprender coisas sérias e úteis para a vida logo desde que dá os primeiros passos.

Com uma perna às costas

Quando se é tão bom ou a tarefa é tão fácil que se faz “com uma perna às costas”. E como tuga é muito prático, é umas das expressões portuguesas que mais se adequa ao dia-a-dia.

No cu de Judas

Ninguém sabe muito bem onde fica este lugar, mas é longe, no fim do mundo. No entanto, tendo em conta a fama que Judas tem, não deve ser um lugar muito agradável.

Résvés Campo de Ourique

Uma das mais ouvidas em Portugal e com uma história nada feliz para Lisboa. No terramoto de 1755, a freguesia de Campo de Ourique escapou por pouco ao maremoto. Por um triz. É uma das explicações mais consensuais para a expressão.

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